segunda-feira, 11 de outubro de 2010

energia em áfrica

Custos fazem África se voltar para fontes            alternativas de energia

Imagem Ilustrativa
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Cidade do Cabo, África do Sul, 6/10/2010 – Numerosos países da África oriental começaram a mudar aos poucos a fonte de geração elétrica, passando do carvão para uma mais limpa, para reduzir custos. “Ainda falta, mas os países começaram a pegar o touro pelos chifres”, disse o especialista Mark Hankins. O principal motor da mudança é o aumento do preço da eletricidade, explicou Mark, que trabalha há duas décadas como consultor em eletrificação rural e energias renováveis na África austral e oriental. “Na África oriental, o preço é de duas as cinco vezes maior do que na África do Sul, o que prejudica a indústria e as famílias”, afirmou.
Hankins participou da Semana da Energia da África, um encontro de quatro dias, organizado por empresas estatais e privadas nesta cidade sul-africana. Cerca de 150 especialistas internacionais, funcionários e representantes de empresas de gás e petróleo participaram da reunião, realizada de 27 a 30 de setembro. Outra razão para o interesse da África oriental nas energias renováveis é que a demanda por eletricidade supera a capacidade da rede elétrica, em parte devido ao rápido crescimento econômico. “A indústria de diamantes e petróleo e a agricultura são setores em crescimento e precisam de mais energia”, disse Mark.
“Desde que me mudei para o Quênia, em 1993, me entusiasmam os progressos que vejo na África oriental em matéria de energia renováveis”, afirmou, e contou como foram construídas no ano passado seis turbinas eólicas nas colinas de Ngong, sul do país. A obra, próxima a Nairóbi, agregou 5,1 megawatts à rede elétrica e faz parte da primeira fazenda eólica do Quênia. Outro projeto similar está previsto no país, com capacidade de 310 megawatts, e seria a maior fazenda eólica do continente. O projeto, que inclui 300 turbinas de vento, custará US$ 408 milhões. O Banco de Desenvolvimento Africano financiará 70% e o restante caberá a investidores holandeses e quenianos.
O Quênia não é o único país da região a considerar as energias renováveis. “Uganda, Ruanda e Etiópia fazem o mesmo, e também a Tanzânia. Neste último, há uma fazenda eólica que produz 50 megawatts e um projeto para construir outra semelhante”, disse Mark. “De todas as regiões do mundo, a África é a que tem maior possibilidade de dar um grande salto para formas de energias mais limpas”, devido à abundância de sol, água e vento, disse Christopher Clarke, diretor da Inspired Evolution Investment Management.
“Atualmente, 70% da eletricidade é produzida a partir de carvão. Em 2025, a proporção poderá ser de 42%. Também estamos prevendo que, para o mesmo ano, a energia hidrelétrica e o gás serão responsáveis por 60% e 150% da eletricidade respectivamente”, acrescentou Christopher. A Tanzânia começou a desenvolver a capacidade de gerar eletricidade a partir do gás.
O gás natural não é considerado uma fonte renovável, mas o processo é muito mais limpo em comparação ao carvão ou aos combustíveis fósseis como óleo combustível e querosene. “A demanda atual de gás na Tanzânia para produzir eletricidade supera os 2,9 milhões de metros cúbicos diários”, disse Oswald Mutaitina, gerente de finanças e desenvolvimento empresarial da companhia Songas. “Produzimos 1,9 milhões de metros cúbicos de gás ao dia, mas queremos duplicar essa quantidade. Para isso precisamos ampliar e melhorar a infraestrutura”, disse Oswald, o que custará US$ 60 milhões.
A companhia, propriedade do Estado e de várias empresas privadas, extrai o gás da Ilha de Songo Songo, situada diante da cidade tanzaniana de Dar-Es-Salaam, que tem quase 34 bilhões de centímetros cúbicos de gás natural. Além de extrair e vender gás, a Songas também produz eletricidade. A empresa fornece 180 megawatts à rede elétrica da Tanzânia, segundo a própria empresa.
A demanda crescente por energia a partir do gás e não de fontes convencionais tem a ver com o custo. “O gás é mais barato em comparação com combustíveis líquidos, como óleo combustível e querosene. Além disso, o gás que usamos em nossa unidade é local e não temos de importar. Não dependemos das flutuações do mercado internacional”, disse Oswald à IPS. “Podemos baixar o custo da eletricidade para US$ 0,06 por quilowatt/hora”, acrescentou.
O serviço oferecido pela Independent Power Tanzania Ltd. ou Tsavo, no Quênia, é de US$ 0,11 e US$ 0,12 por quilowatt/hora, respectivamente. A ampliação da rede permitirá dar eletricidade a mais pessoas na Tanzânia, acrescentou Oswald. “Agora, apenas 10% do país tem eletricidade. A situação melhorará nos próximos anos”, previu. (Envolverde/IPS

terça-feira, 24 de agosto de 2010

como viver num mundo de riscos

       O Mundo é o nosso ninho que está despencando aos poucos, mas, que ainda é suportado pelo grande poder do Bem e do Mal. Parecem dois irmãos, com idealismos diferentes: enquanto um esforça para manter e garantir a segurança do ninho, o outro finge, segurando até ver a árvore tombando debruços, carregando com ele todos para o fundo do abismo.
      O Risco da vida é coerente devido a oposição do mal que deseja a satisfação a custa da benignidade, apostando na soberania eterna, enquanto os seus planos funcionam de um modo flagelado e desequilibrado, que resulta em incalculável número de vítimas inocentes.
       Hoje o mundo tem o sentimento de inquietação perante o periodo real que podemos chamar de medo ou preocupação, por mais que tentemos buscar uma proteção para cobrir o medo, a preocupação se torna um vício em cada ser. Então nós estamos sob o erro de ter o medo do futuro, vivendo o alívio de ontem, o medo de hoje e a situação do amanhã que não nos diz respeito.
      Podemos viver sem essas três sínteses numa só palavra, para podermos usufruir cada segundo das nossas vidas inspirando e respirando o oxigênio no mais profundo do nosso pulmão. Com certeza que não será a razão suficiente para evitar um risco no nosso quotidiano, mas trará firmeza que o pior não acontecerá e seremos capazes de ultrapasasar esse risco. A oposição está sempre de alerta para inquietar o pacato, assim como o cão está sempre atento para atacar e se não fugir  ao deparar esse animal e o contemplar, nada o fará e você seguirá o seu caminho. Presiste na Fé, afastando o medo, os acontecimentos são inevitáveis, modele o seu estilo de vida de acordo com o meio que te rodeia, e comunique-se como tal para não ser diferenciado:  sorria com o inimigo e se alegre com o marginal, aprenda com eles  o que não quer fazer, e os ensina o que devem fazer para poderem ser amigos de todos, sem medo e nem preocupação. Uma bala perdida, acidente, furto, fogo na casa, morte de um ente querido...pode nos deixar arrasado, mas, nunca esquece que está em vida, e por isso é da sua responsabilidade resolver o que não podias resolver antes e nunca dizer que serás a próxima vítima desses acontecimentos. O coração, embora responda pelas nossas vidas, não é amigo de forma nenhuma, é traiçoiero, completamente desleal, faz nos sofrer e sentir culpa de tudo quando as coisas estão a correr mal, então devemos ter outro aliado que é a cabeça que faz-nos agir e não sentir bastante, arriscar e ultrapassar barreiras que quando for de dia diremos: Puxa como fui capaz de pular esse muro com arames picantes de mais de dois metros? Nossa, se fosse de dia pensava duas vezes (aí deixava falar o coração) e se assim fosse, se não foge o bicho pega.
    Seja atento em cada detalhe, porque o risco anda de mãos dadas com o dia, embora seja soldado do mesmo quartel, só não devemos patenteá-lo e procurar desarmá-lo para ficar sem AÇÃO da nossa preocupação.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

SER ANGOLANO

    Ser Angolano é pertencer à origem latifundiária dos antepassados que emigraram e assoaciaram-se em Angola há mais de dois milhões de anos, por onde ainda podemos identificar os nomes, costumes, virtudes e rituais.
        Ser Angolano é lutar por uma causa justa e sentir-se honrado pelas qualidades que a sua natureza representa, ter alegria de usufruir dela o sustento de uma vida saudável e digna para uma sociedade.
        Ser Angolano, é ser verdadeiro cidadão para com o outro sem descriminação nenhuma, saber associar-se e, de mãos dadas, tirar do caus esse país que é de Angolanos.
         Ser Angolano é não aceitar exploração de qualquer natureza humana e ter na mente que um pedaço dessa terra te pertence;  lutar por esse pedaço é traçar a meta de uma vida sadia para sua geração vindouria.
         Dizer sim quando deve dizer sim, e não quando deve dizer não, é  esse Angolano que devemos ser para nos libertar de qualquer opressão ou limites, para sobreviver, nesse pequeno mundo que nos pertence.